Por um dia menos ordinário


A regra de três de um coração
junho 20, 2011, 10:57 pm
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Um dia eu li em algum livro (ou site?) que nossa casa é onde o coração de nossas mães está e esta frase nunca mais saiu da minha cabeça pelo fato de eu estar longe da minha amada mamis por quase quatro anos.

Depois de idas e vindas(muitas!), eu ainda não consegui decidir qual é o lugar que a minha vida deve habitar.

Conservo roupas, livros, cds, tranqueiras, cartas, computador, sapatos, amigos e tudo o que mais imaginar; aqui e lá.

Minha mãe, que é a melhor das melhores, diz sempre que quer ver o bem dos filhos e está feliz com qualquer decisão que tomarmos. Mas e o coração dela? Ele não está “lá”?

E então me pergunto… Por que uma mãe “abdica” de seu bem maior, acredita e quer o bem dos filhos estando eles perto ou longe?

E aquela frase que não sai da minha cabeça? É uma frase mentirosa?

A nossa casa é mesmo onde o coração das nossas mães estão?

Pensando por um lado “positivo” e quase abstrato, a frase faz muito sentido.

A formula é simples, quase uma regrinha de três.

 

? nossa casa ——— ❤ coração da mãe

* onde você estiver  ———- ❤ coracao de mãe

 

nossa casa. coração de mãe = qualquer lugar. coração de mãe

nossa casa. coração de mãe = qualquer lugar. coração de mãe

RESULTADO:  nossa casa = qualquer lugar

 

Portanto, nossa casa é em qualquer lugar que nos sentirmos bem, perto ou longe de nossas mães porque o coração delas está onde estivermos.

Entendeu?

Esta regra de três me deixa um pouco mais aliviada em saber que hoje estou a milhas e milhas de distância do meu “bem”mais querido e amado em um dia tão importante.

Estou aqui com 1/5 do seu coração e sempre o levarei para onde eu for.

Que você continue com este brilho no olhar e sorriso no rosto porque você é nosso espelho e sem o seu “reflexo”, não há alegria.

Parabéns pelos 60 anos, mamis!

Com muito amor,

A número 5.



Pluralidade
junho 4, 2011, 3:38 am
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Me sinto cada vez mais perdida neste mundo de escolhas e certezas.
Sou daquelas pessoas que gostam de tanta coisa, mas tanta coisa, que no fim nao gostam de nada. 
Daquelas que entendem de tudo um pouco(bem pouco!) e nao entendem nada muito bem.
Nao consigo te responder qual a minha cor preferida. Nem das 7 cores do arco íris consigo escolher a que mais se destaca de acordo com o meu gosto.
Nao sei qual a minha banda favorita. E a musica que marcou a minha vida? O filme que posso assistir mil vezes sem cansar? Depende do dia…
Sabe… Eu nunca poderia ser convidada da Marília Gabriela porque na hora do “bate-bola”, eu ficaria muda.
Como resumir em uma palavra o que eh o amor, por exemplo. E a palavra “felicidade”, qual seria sua resposta?
As vezes me pergunto se aqueles convidados lêem este “bate-bola” antes do programa começar e fazem uma “colinha” porque nao eh possível… Ninguém eh tão “simples” assim.
Qual a minha comida favorita? Bebida? O livro que mais marcou? 
Sei lá. Depende do dia…
Tudo na minha vida eh assim. Reparem…
Já troquei de profissão mil vezes, estou na terceira faculdade, tenho amigos nerds, tatuados, gays, caretas, professores, engenheiros, advogados, empresários, ripongos… Gosto de tudo isso mas nao consigo escolher. Alguém entende?
Já me mudei algumas vezes mas ainda nao me encontrei 100% em nenhum lugar.
Talvez no dia em que eu souber responder qual a minha cor favorita, conseguirei fazer escolhas na minha vida.
Por enquanto eu gosto de todas as cores, de todos os meus amigos, de vários perfumes, de varias musicas, de vários filmes, de varias bandas.
Depende do dia…
Nao tenho um seriado favorito e nem sigo novelas.
A melhor marca de shampoo para o meu cabelo? A cor que eu mais gostei no mesmo? Nao sei. 
Depende do dia…
Odeio ter que escolher, decidir…
Mais fácil gostar de tudo um pouco, nao eh?
Mas aí, quando tenho que escrever “quem sou eu” em redações, dinâmicas ou “sites de relacionamento”, me perco.
Porque isso também depende do dia.