Por um dia menos ordinário


se se desvirtualize se se
setembro 28, 2009, 2:49 am
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Outro dia escrevi sobre a nossa relação de amor e ódio com a tecnologia.

Falei como ela nos aproxima e nos distancia do mundo real.

Ela é furtiva, discreta.

Ela consegue nos arrancar do mundo real em um passe de mágica.

Tem gente que mergulha tão  fundo neste mundo computadorizado que inibe sentimentos reais.

Tem gente que não consegue dar um abraço sincero e apertado, mas escreve palavras de amor em intermináveis depoimentos.

Tem também aqueles que se revoltam por não receber a resposta do tão escancarado depoimento…

Ah, eles acham que a amizade chegou ao fim: “Como alguém pôde receber o meu depoimento cheio de amores e não retribuí-lo?”

Isso porque o outro move mundos e fundos para fazê-los felizes!

Não no  mundo virtual, mas naquele mundo que eles desconhecem faz tempo: O real.

E se o mundo real fosse mais tecnológico?

Esperaríamos o tempo todo por uma resposta aos nossos sentimentos?

Mostraríamos nosso íntimo para qualquer estranho?

Adicionaríamos qualquer um em nosso dia a dia?

Cultivaríamos pessoas para manter números?

Mudaríamos de perfil todos os dias?

Amaríamos todo mundo?

Acharíamos todos bonitos?

Não sei bem o que aconteceria agora se saíssemos do mundo tecnológico e fôssemos de volta ao nosso passado rudimentar, para nossa realidade remota.

Se lá eu fosse, deletaria muita gente que faz questão de ficar por aqui.

No mundo virtual é facil…



haverá resposta.
setembro 28, 2009, 2:23 am
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ô, mundo frígido.
setembro 28, 2009, 1:56 am
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Qual pessoa solitária  não teve a oportunidade de ouvir o belo e não tão sábio ditado: “Calma, toda panela tem sua tampa.”

Você pode estar tranquilo em sua solidão, mas uma pessoa que é comprometida sempre te enxergará sozinho e soltará este ou até outros ditados mal formulados.

Pelo menos para os dias de hoje.

Dias estes que fazemos mil coisas ao mesmo tempo: Colocamos o arroz para esquentar, tomamos banho, pensamos no trabalho, nos problemas, trocamos de roupa, atendemos o telefone e aí, lembramos da tampa.

Procuramos até achar a perfeita.

(…)

O telefone toca de novo, colocamos o sapato, atendemos a porta, arrumamos o cabelo, ajeitamos a roupa na lavanderia e, quando percebemos, a comida já queimou.

Com tanta coisa para pensar a comida foi passada para trás e, mesmo com a tampa perfeita encaixadinha na panela, a receita de família nao daria certo.

Minha vontade, quando ouço um ditado como este, é replicar.

Diria que os tempos são outros…

Já se foi o tempo que a receita era seguida a risca e que perdíamos tempo dentro daquele armário cheio de tampas, panelas e tupperwares.

É triste, mas já se foi o tempo em que olhávamos o que fazíamos com amor; que mexíamos a colher para um só lado, para dar ponto na receita.

Hoje não.

Hoje usamos a batedeira para misturar tudo e, se a receita não permitir que a massa seja assim misturada, desistimos de fazer.

Muito trabalho!

Já se foi o tempo que esperávamos horas para ter o prazer de saborear o que realmente desejávamos.

Hoje temos tanta coisa pronta que não precisamos mais de panela… E quem diria das tampas.

Em tempo, não estou aqui criticando o ditado em si…

Até acredito que toda panela tenha sua tampa.

Isso porque, até o ovo frito na frigideira necessita de pelo menos uns minutinhos tampado, não é?

O que ressalto é que nos dias de hoje as tampas e panelas estão dentro dos armários, perdidas…

E além de  ninguém ter tempo de procurá-las, o mundo está cheio de comida pronta.



Pare tudo que eu quero descer.
setembro 14, 2009, 1:01 am
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Hoje acordei com a sensação de que eu deveria estar dentro de um filme. Sabe quando você se encontra perdido e algo te remete àquela cena, daquele filme… Então, foi assim que me senti hoje quando acordei.

Acordei com vontade de estar em uma cena de um dos meus filmes preferidos(preciso falar qual?), onde o personagem principal conhece o amor da vida dele e o mundo para. Só existem ele, ela e o momento.

São tantas coisas que passam em minha cabeça agora que eu nem estou querendo que a cena pare para eu encontrar um amor, se é que ele existe.

Eu quero que a minha cena pare para eu poder me organizar.



encaixe
setembro 14, 2009, 12:38 am
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Todo mundo desmonta um dia.

Todo dia alguém é desmontado pelo mundo.

Mas passa.

Passou.



entre quatro paredes existe você
setembro 14, 2009, 12:17 am
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Pode falar o que for…

Mas a liberdade é a nossa maior prisão.

A gente se perde com tanto espaço e acaba querendo o cantinho fechado

e vazio.



falha nossa
setembro 5, 2009, 1:12 am
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A era digital, aquela que havia chegado para  ajudar, tem trazido muitos problemas.

Os emails, sites de relacionamento, msn, twitter e todos os ‘pontocons’ da vida têm uma relação de amor e  ódio com seus condutores.

Produzimos robôs tecnológicos para que pudéssemos controlar nosso tempo e hoje eles nos controlam.

De condutores, passamos para conduzidos. E isso, é culpa nossa.

Preferimos mandar um e-mail do que ligar para as pessoas que amamos.

Ouvir a voz e sentir o que a pessoa está sentindo já não cabe mais em nosso dia a dia. 

Com apenas alguns minutos, o email passa a mesma mensagem. Escrita, seca, com letras já produzidas por alguém, mas passa.

O telefonema, que teria falas, suspiros, choros e exaltações, não cabe mais em nossas curtas 24 horas.

Preferimos mandar um scrap do que uma mensagem de celular.

Preferimos mandar um depoimento do que demonstrarmos nosso sentimentos com surpresas, cartões e presentes à pessoa amada.

Preferimos colocar fotos posadas do que gargalharmos daquela fotografia que o filme revelou.

Veja bem… A coisa está complicada. Talvez até mais complicada do que você possa pensar.

Isso porque não estou aqui comparando APENAS os contatos físicos(ainda sabe o que é isso?) com a era digital.

Comparei o telefonema e a mensagem de celular.

Tudo isso, que já tinha nos afastado da verdade nua e crua,  já é utopia.

Contato físico então, esqueça.

Esta tecnologia, que servia para nos unir, nos separou.

Emails, scraps, depoimentos, tweets…

Eles estavam todos aí, pronto para aproximar você das pessoas que ama.

Mas você estragou tudo.

Mostrou tanto, mas tanto, que não há mais o que descobrir sobre sua vida.

Seu amigo, que não vê há anos, mata a saudade em fotos tiradas há minutos atrás.

Já sabe do seu corte de cabelo. Este aí ,que você fez há menos de uma semana.

Já sabe que o seu namoro terminou mas sabe também que você já deu a volta por cima e está curtindo.

Já sabe o tipo de música que você gosta, os livros que lê.

Já sabe tudo o que ele queria saber, depois de 10 anos sem te ver.

E ele pensa que foi muito bom revê-lo, foi como voltar ao passado. Aquele passado que não volta mais…

Você recebe uma mensagem de saudades, algumas palavras tocantes.

Responde no mesmo tom nostálgico.

Mas o abraço…

Ah, este fica para a próxima.